
Depois de quase uma década, a HTC dá mostras de que está pronta para abandonar o mercado chinês de smartphones. De acordo com informações da imprensa da China, a página da HTC na Tmall (um dos maiores sites de vendas diretas da China, algo equivalente ao nosso Mercado Livre) não lista mais nenhum smartphone da companhia para venda, e o único produto listado são os headsets de realidade virtual da companhia.
Logo após a retirada de seus produtos do Tmall, a HTC confirmou em seu perfil do Weibo (uma rede social chinesa equivalente ao Facebook) que ela está fechando as suas lojas virtuais tanto no Tmall quanto no Jingdong (os dois maiores sites de venda direta online da China), e até mesmo no site oficial da empresa – onde ela afirma que continuará vendendo seus produtos — diversos modelos de smartphones, como o U11 e o U11+, já não se encontram mais disponíveis.

Caso saia mesmo do mercado chinês, esse não será o primeiro grande mercado asiático que a HTC irá abandonar: desde junho do ano passado, a empresa não lança mais nenhum aparelho na Índia, que é o segundo maior mercado de smartphones do mundo. E, quando se compara o abandono desses dois mercados pela HTC e a presença pífia da marca nos Estados Unidos — o terceiro maior mercado de smartphones do mundo — são fortes indícios de que a empresa pode estar ensaiando uma saída completa deste mercado.
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Apesar disso, ainda é muito cedo para prever se a HTC irá mesmo desistir do mercado de smartphones ou não. Recentemente, a empresa confirmou que irá mesmo lançar seu Mobile Smart Hub 5G, produto que ela apresentou na MWC deste ano, além de já estar trabalhando na segunda geração de smartphones da linha Exodus, que espera-se que cheguem às lojas ainda este ano.
No relatório fiscal relativo ao último trimestre de 2018, a HTC reportou uma perda operacional de US$ 90,6 milhões em suas atividades do período. E, mesmo com os esforços para diminuir esse problema — como um aumento de 8% na margem de lucro — as vendas da empresa continuam a cair: nos primeiros dois meses de 2019, a companhia relatou uma queda de 72,89% das vendas quando comparado com o mesmo período do ano passado. Então, ainda que essas saídas do mercado chinês e da Índia não sejam uma confirmação de que a empresa está deixando o mercado de smartphones, elas são ao menos um indício de que a companhia está pensando com carinho nessa decisão.
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