
Durante o evento Google I/O nesta semana, a Google fez uma revelação que pode mudar o futuro da empresa no mercado de notebooks e laptops: que a partir deste anos, todos os Chromebooks lançados pela empresa já virão com o sistema Linux de fábrica.
Apesar de não ser algo surpreendente — afinal, o Chrome OS é baseado em Linux, e sua primeira versão nada mais era do que uma modificação do Ubuntu — a facilidade com que será possível acessar o “sistema pai” do Chrome OS é algo que deverá ser de muita utilidade, principalmente para desenvolvedores.
Atualmente, já é possível acessar as ferramentas do Linux em um Chromebook, mas essa é uma operação complicada, que necessitava a instalação de um programa específico (o Crouton) para acessar essas ferramentas, ou então instalar um sistema Linux terceirizado feito especificamente para o Chromebook, como o Gallium OS.
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A partir dos novos lançamentos da empresa, acessar o Linux será muito mais fácil: ao abrir o app switcher do Chrome OS, o usuário só precisará digitar “Terminal” que já abrirá o Termina VM, que começará a rodar o computador em um container do Debian 9.0, tornando o Chromebook em uma máquina com sistema operacional Linux Debian. Além do Debian, o Chrome OS também dará suporte para que, com alguns poucos comandos, os usuários consigam rodar outros famosos sistemas Linux, como o Ubuntu e o Fedora.
Além disso, com a nova versão do Chrome OS, o sistema também ampliará seu suporte ao Android, permitindo também que os usuários rodem apps feitos para o sistema operacional de smartphones da Google direto no Chromebook. Isso deverá facilitar bastante a vida de programadores e desenvolvedores de apps, pois permitirá que eles facilmente movimentem e testem arquivos entre três sistemas operacionais diferentes (Chrome OS, Linux e Android) sem precisar trocar de máquina.
Outra função que essa atualização do sistema permitirá é a conexão de serviços de rede entre o Chrome OS e o Linux. Isso permitirá, por exemplo, usar o container de Linux para rodar um servidor web e, no Chrome OS, debugar a operação sem a necessidade de duas máquinas para executar o processo.
Além das vantagens óbvias para desenvolvedores, a presença dos três sistemas operacionais também pode ser vantajosa para usuários comuns, pois permite utilizar o sistema padrão da máquina para navegar na internet e acessar documentos no Google Drive enquanto se utiliza o Android para acessar suas redes sociais (como o Twitter ou o Instagram), como se estivesse usando o smartphone, e não acessando suas versões para navegador.
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