As ações da Uber operam em baixa de 10,21% por volta das 13h30 desta segunda-feira (13), mais do que dobrando as perdas sentidas na estreia de Wall Street e colocando em cheque a confiança dos investidores.

Na sexta-feira (10), os papéis da Uber encerraram o pregão a US$ 42 – a empresa havia definido o valor inicial de suas ações a US$ 45, o que muitos analistas já haviam interpretado como uma falta de confiança. Agora, cada ação da companhia está sendo vendida a US$ 37,37.

A máxima do dia foi de US$ 39,24. De acordo com analistas, a queda nas ações está sendo influenciada por novas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China.


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Nos últimos dois meses, a Uber reduziu suas expectativas de avaliação duas vezes para acalmar as preocupações de investidores que questionavam os crescentes prejuízos da empresa. No fim, a Uber acabou precificando sua oferta pública inicial no limite.

A rival Lyft também vive momentos difíceis: quando a empresa anunciou sua oferta pública inicial, o valor de cada ação estava precificado a US$ 72. Desde então, elas caíram 5,3% a US$ 48,35.

“Nas últimas duas semanas, os investidores estão questionando mais sobre o quão bom é um modelo de negócio de compartilhamento de carro”, disse o analista da D.A. Davidson, Tom White.

Ambas as empresas tentam encontrar maneiras de reduzir os custos de motoristas para se tornarem lucrativas. Enquanto isso, condutores estão protestando em todo o mundo exigindo segurança no emprego, melhores rendimentos e um valor máximo das taxas que as empresas podem cobrar das corridas.

Motoristas protestam contra a Uber em Nova York (Foto: Mark Lennihan/AP)

Os investidores ainda têm se esforçado para descobrir quanto valem a Uber e a Lyft – nenhuma das empresas estimam um cronograma de lucro. Na semana passada, a Lyft anunciou um prejuízo trimestral de US$ 1,1 bilhão e disse que suas perdas atingirão o pico este ano.

Já as previsões da Uber são mais alarmantes: em um documento, a empresa compartilhou o “receio” de que talvez nunca se torne lucrativa.

Ainda de acordo com o analista da D.A Davidson, os investidores se questionam se a lucratividade exigirá que as empresas aumentem os preços para o consumidor ou reduzam a qualidade do serviço.

O analista da Wedbush, Ygal Arounian, é mais otimista sobre a situação da Uber. Ele diz que os investidores precisam ter paciência para que a Uber alcance o seu potencial total de monetização impulsionada por outras plataformas como o Uber Eats e Uber Freight, aplicativo para caminhoneiros nos Estados Unidos.

“Embora leve tempo para as ações se estabilizarem, a Uber deve alcançar um valor de mercado de mais de US$ 100 bilhões nos próximos 12 a 18 meses”.

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