
Depois de um ciberataque a usuários do WhatsApp, a Procuradoria-Geral da República decidiu instaurar uma investigação para acompanhar possíveis tentativas de ataques a membros do Ministério Público Federal, com atenção especial a procuradores da Lava Jato do Rio de Janeiro e do Paraná.
O pedido foi realizado pela procuradora-geral Raquel Dodge na terça-feira (14) – a brecha de segurança poderia instalar em dispositivos um software de espionagem remoto, colocando em risco investigações e informações confidenciais. Em reportagem, o Financial Times ainda descreveu como a brecha permitia a instalação de códigos maliciosos por meio de chamadas de voz.
O WhatsApp sabia da falha e a corrigiu em 10 de maio, uma semana antes da reportagem do Financial Times. O aplicativo aponta uma empresa privada de Israel como a responsável pelo ciberataque.
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No despacho que determinou a abertura do processo, a PGR destacou informações recebidas por integrantes da Lava Jato, que enfatizavam que os ataques noticiados são graves e poderiam comprometer diversas apurações em curso.
A Procuradoria-Geral da República decidiu deixar nas mãos da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic) o diagnóstico de eventuais ataques. O órgão também deverá resolver os problemas detectados.
Desde a semana passada, a Setic tem reforçado medidas para garantir a segurança de aplicativos como WhatsApp e Telegram em celulares institucionais. Nos casos em que foi verificada a tentativa de ataque, os usuários recebiam ligações do próprio número, algo que era viabilizado pelo uso de aplicativos específicos. Para ampliar a segurança de parlamentares, a Setic também acionou as operadoras de telefonia.
A Setic ressalta que a brecha de segurança permitiu o roubo de identidade e o sequestro de contas do próprio WhatsApp e também do Telegram. O órgão ainda aponta que, quando os aplicativos de mensagens eram comprometidos, os contatos daquele dispositivo se tornavam as próximas vítimas.
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