
Dmitry Rogozin, diretor da Roscosmos (a agência espacial russa), deu uma palestra na semana passada em Moscou, em que descreveu o que a agência tem feito no momento e seus planos para o futuro, incluindo uma missão tripulada para a Lua.
A ideia russa é levar cosmonautas à Lua até 2030 e, para isso, o país precisará desenvolver um novo foguete do tipo “super heavy” com capacidade de levar 103 toneladas para a órbita baixa da Terra e 27 toneladas para a órbita lunar — será algo equivalente a uma versão atualizada do SLS, que a NASA usará no programa Artemis que visa o retorno de astronautas norte-americanos ao nosso satélite natural.
Ainda, o plano prevê o desenvolvimento de uma espaçonave chamada Federation até 2022, com seu primeiro voo para a Estação Espacial Internacional (ISS) acontecendo até 2023. Depois, outros voos para além da ISS acontecerão nos anos seguintes preparando o terreno para o pouso russo na Lua. Então, em 2029 começarão os voos tripulados à órbita lunar, ao mesmo tempo em que o país fará testes de voos de um módulo de pouso lunar, com o desembarque de cosmonautas na superfície lunar acontecendo em 2030.
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Contudo, não ficou claro como a Rússia financiará essa empreitada, já que o país, ao menos até o momento, não pretende contar com iniciativas privadas no desenvolvimento de naves e foguetes.



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