De acordo com divulgação feita pela mídia estatal local, Cuba está relaxando as regras relacionadas à importação de equipamentos de internet como roteadores, switchers e afins e dando um status de legalidade à infraestruturas Wi-Fi que usem produtos particulares estrangeiros, feitas por cidadãos da nação caribenha há anos.

Contextualmente, as conexões sem fio com equipamentos privados existem há anos no país, mas eram consideradas ilegais e criminosas frente ao regime restritivo de comunicação imposto pelo governo cubano. Ao aliviar essa regra, as autoridades passam a reconhecer a validade de tais conexões, o que pode efetivamente abrir caminho para um maior fluxo de informação de dentro e para dentro do país.

Mais além, a medida pode permitir que negócios locais possam oferecer conexões aos seus clientes: o conceito de “aqui tem Wi-Fi” tão familiar em estabelecimentos no Brasil e no mundo, por exemplo, é praticamente inexistente em Cuba.


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Cuba agora relaxou restrições de aquisição de equipamentos de configuração particular de internet no país, mas ainda mantém o controle sobre a oferta de conexão e telecomunicação

É importante ressaltar, porém, que embora a aquisição de equipamentos particulares de fornecedores estrangeiros, bem como a configuração de conexões privadas, seja enfim permitida, isso não muda o controle que Cuba tem sobre a oferta de internet em si: no país, ainda há o monopólio vigente da empresa estatal de telecomunicações Etecsa, única responsável pelo fornecimento de conexão à rede.

Oficialmente, as mudanças devem ser implementadas até julho de 2019, de acordo com o Ministério da Comunicação de Cuba. Essa é a primeira medida tomada pelo governo em favor da oferta de conexões privadas aos seus cidadãos. Entretanto, no passado, já houveram tentativas de estabelecer acesso à internet por empresas privadas: a Google, em meados de 2014, tentou criar uma rede social chamada Zunzuneo, um tipo de Twitter via SMS. Entretanto, o governo cubano desligou a empreitada, acusando a empresa de tentar levantar rebeliões civis contra o Estado.

Pouco tempo depois, o então presidente dos Estados Unidos Barack Obama faria história ao ser o primeiro chefe de estado da nação americana a visitar Cuba, efetivamente abrindo caminho para a normalização das relações diplomáticas e comerciais entre os dois países.

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