
O governo dos Estados Unidos entrou com um pedido formal para a extradição de Julian Assange. O fundador do WikiLeaks é acusado pelos americanos de espionagem e conspiração devido à publicação de uma série de documentos secretos do governo, com o pedido relacionado à custódia do delator tendo sido registrado na última semana.
A acusação vem ao final de um prazo legal de dois meses desde a prisão de Assange, em abril. Após esse prazo, os EUA não mais poderiam solicitar a extradição, o que levou o governo americano a acelerar a montagem de uma acusação e a confecção do pedido, que está em andamento em um tribunal do estado da Virgínia.
No indiciamento, Assange é acusado de tentar ajudar Chelsea Manning, responsável pela entrega dos documentos secretos do governo, a criar contas falsas nos sistemas das Forças Armadas para evitar detecção. Além disso, ele teria quebrado a Lei de Espionagem dos Estados Unidos ao publicar os papéis no WikiLeaks, dando origem a um dos maiores escândalos de espionagem da história americana.
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Assange está preso desde abril, quando foi encerrado seu asilo político iniciado em 2012. Ele foi carregado por policiais para fora da embaixada do Equador em Londres e agora cumpre uma pena de um ano de prisão relacionada a outro caso, na Suécia, onde era acusado de abuso sexual. Devido ao seu estado de refugiado, ele deixou de comparecer a audiências, o que levou à detenção por violação dos termos de sua liberdade condicional.
O ativista sempre negou as acusações e apontou o temor de ser extraditado, o que levou a seu asilo político na embaixada equatoriana. Mesmo a acusação de assédio sexual foi apontada por ele como uma forma de retirá-lo do refúgio para que ele pudesse ser preso e enviado aos Estados Unidos para responder aos crimes, uma alegação que ganhou força depois que o indiciamento, anteriormente arquivado, voltou a ser aberto com o fim de seu isolamento.
Citando problemas de saúde, o delator não compareceu a uma audiência sobre esse segundo caso, que seria realizada no dia 30 de maio. Ele diz estar isolado em uma cela na prisão de Belmarsh, em Londres, permanecendo fragilizado e sem meios de trabalhar em sua própria defesa nem acessar informações sobre o caso, uma vez que até mesmo as visitas e ligações são monitoradas e autorizadas somente após um longo processo de liberação de segurança.
Um segundo encontro entre Assange e a Justiça, com relação à possível extradição para a Suécia, deveria acontecer nesta quarta-feira (12), mas um tribunal do país europeu interviu e rejeitou o pedido de prisão do delator. Os crimes prescrevem em agosto do ano que vem e as autoridades ainda podem recorrer da decisão.
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