
O Telegram sofreu um ataque DDoS na tarde desta quarta-feira (12) e, na manhã desta quinta-feira (13), informou que a origem veio da China. A notícia foi dada pelo próprio CEO do Telegram, Pavel Durov, em postagem no Twitter.
Ao ser questionado sobre se sabia de onde havia vindo o ataque, ele foi assertivo. “Os endereços de IP são, principalmente, da China. Historicamente, todos ataques DDoS em tamanho estatal de atuação (200-400 GB/s de lixo) que nós já vimos coincidem com protestos como os em Hong Kong (coordenados no Telegram). Este caso não é uma exceção”, escreveu em seu perfil no Twitter.
IP addresses coming mostly from China. Historically, all state actor-sized DDoS (200-400 Gb/s of junk) we experienced coincided in time with protests in Hong Kong (coordinated on @telegram). This case was not an exception.
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–— Pavel Durov (@durov) 12 de junho de 2019
Um ataque DDoS é quando há o direcionamento de tráfego excessivo para um site, serviço ou sistema, fazendo com que ele se sobrecarregue e caia. Em uma analogia, seria como se uma pessoa colocasse muito carros em uma via, o suficiente para que ela fique interditada, impedindo o trânsito.
No caso do ataque desta quarta, o Telegram recebeu uma carga de acessos equivalente entre 200 GB e 400 GB de dados.
O CEO também citou os protestos recentes em Hong Kong. A ex-colônia britânica, hoje, independente da China e com certa autonomia, teme que volte a ser um território chinês. As movimentações foram organizadas via Telegram.
A acusação, portanto, é de que o próprio governo pudesse ter atacado a plataforma para derrubar a comunicação do protesto, fazendo a medida como resposta aos manifestantes. O Telegram é um dos aplicativos mais usados na região, muito por conta do nível de proteção que a plataforma oferece. Com medo, muitos manifestantes estão tampando seus rostos na passeatas.
Segundo Telegram, ataques como esse já foram vistos vindo de países como Indonésia, Rússia e Irã.
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