
Um levantamento feito pela firma de análise de dados e pesquisa Bryce Space and Technology mostra que 2018 teve um recorde histórico de investimentos feitos em empresas do segmento aeroespacial. A boa notícia é que, pelo mesmo estudo, o ano de 2019 e além não dão sinais de que essa tendência vai desacelerar tão cedo. A marca atingida totalizou US$ 3,23 bilhões, superando os valores de 2017, que foram de US$ 3,03 bilhões.
O curioso é que, segundo a pesquisa, não há sequer um investimento singularmente bilionário: o maior gasto de 2018 no setor veio pela Blue Origin, liderada pelo fundador da Amazon, Jeff Bezos, que fechou negócio na casa de US$ 750 milhões; seguida pela Space X de Elon Musk, que realizou diversos contratos valorados, cada um na média de US$ 200 milhões.

A maioria dos investimentos realizados, de acordo com o levantamento, vem pela área corporativa e administrativa dessas empresas: algumas realizaram rodadas de investimento e obtenção de capital, enquanto outras usaram de valores similares para quitar débitos e dívidas. A menor parte disso é que foi destinada ao lançamento de foguetes, produtos e serviços para o mercado.
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Sozinho, o investimento em capital cresceu 22% em 2018, juntando US$ 2 bilhões. “Esses são investidores que buscam retorno financeiro”, diz Carissa Christensen, executiva chefe da Bryce. Segundo ela, esse crescimento é algo positivo para a indústria, já que mais e mais investidores estão acreditando na evolução do mercado, ainda que com poucos representantes atuando nele.
O levantamento da Bryce não ofereceu números específicos, mas estima que investimentos projetados para 2019 devem superar novamente o montante, alavancados pelo desenvolvimento e entrega das chamadas “megaconstelações” de satélites de internet banda larga, conforme projetos prometidos por empresas como OneWeb, SpaceX e Telesat. A Amazon também tem o chamado “Projeto Kuiper”, que ambiciona lançar 3 mil minissatélites na atmosfera terrestre.
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